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Descoberta e povoamento
Tal como acontece com as restantes ilhas dos Açores, a data do seu
descobrimento é uma incógnita. Embora alguns citem o dia 23 de Abril
(dia de São Jorge) de 1439, outros defendem que a sua descoberta terá sido muito anterior porquanto já constaria em cartas de navegar anteriores a essa data, como sejam o "Atlas Catalão" datado de 1375 e atribuído a Abraham Cresque ou carta de Mecia de Viladestes datada de 1413, entre outros.
Ignorando-se a data precisa da sua descoberta, também se desconhece
quem foram e onde se estabeleceram os seus primeiros povoadores.
Naquele tempo estava a terra praticamente toda por desbravar. Os caminhos
eram difíceis ou inexistentes, pelo que os primeiros colonos se fixavam
junto ao mar, único meio de comunicação com as outras ilhas e o preferido
para viagens entre os diversos pontos da própria ilha. Assim terão
sido escolhidos pelos primeiros povoadores os locais que fornecessem
melhor e mais seguro porto.
A Calheta,
se bem que mais longe da Terceira que o
Topo,
satisfaria essas condições, assim como também o fariam as baías de
Urzelina
ou Velas.
Estudos recentes apontam para que o primeiro núcleo populacional se
tenha localizado nas Velas com irradiação para
Rosais,
Beira,
Queimada,
Urzelina,
Manadas
, Toledo,
Santo
António e Norte
Grande.
Outro núcleo ter-se-há localizado na Calheta, com irradiação para
os Biscoitos
, Norte
Pequeno e Ribeira
Seca. Um outro núcleo corresponderá à ida de
Guilherme da Silveira, por volta de 1490, para o Topo.
Certo é que a ilha já estava povoada quando
João
Vaz Corte Real obteve a capitania de
São Jorge, por carta de 4 de Maio de 1483.
Desenvolvimento económico
Estabelecidos os primeiros núcleos populacionais e assegurada a
subsistência imediata,
teve início o seu desenvolvimento económico com a colheita da
Urzela
e a introdução de diversas culturas:
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O Trigo, introduzido nos primeiros tempos da
colonização, foi, não só, um importante meio de subsistência, mas
também produto de exportação para Lisboa e Praças de África.
-
O Pastel, introduzido
por Guilherme da Silveira cerca de 1490, era exportado, tal como
a Urzela, para com eles se tingirem os tecidos.
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A
Viticultura desempenhou um papel económico muito
importante. Passado o período do Trigo, do Pastel e da Urzela, o
Vinho tornou-se a principal exportação que, fazendo-se já em 1571,
durou cerca de três séculos. Em 1884 surgiu o
Oidium
terminando com esta importante cultura em que ficou célebre o lugar
dos Casteletes, na freguesia da Urzelina, por ser onde melhor vinho
se produzia.
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A
Laranja, cultura introduzida
no séc. XVII, alcançou uma produção avultada. A sua exportação para
a Inglaterra e América chegou a atingir, em anos ordinários, a meia
duzia de embarcações.
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O
Inhame foi uma importante
fonte de subsistência. Cultivava-se em todas as freguesias, tendo
entrado na História da ilha de São Jorge, não só pelas suas qualidades
alimentares, de que se aproveitou a população, mas, principalmente,
porque a cobrança do seu Dízimo
originou um Motim na Calheta e Norte
Grande em 1694, pelo que está representado no Escudo de Armas da
Vila da Calheta.
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A
indústria da Baleia,
desde a última década do século XIX até meados do século XX, teve
alguma expressão económica.
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Nos
nossos dias salienta-se, com grande importância económica, a exploração
agro-pecuária, com a criação de Bovinos quer para a produção do
leite que, entregue nas Cooperativas,
é transformado no Queijo de
S. Jorge, quer para a produção de Carne.
Ainda
nos nossos dias, na década de 60, teve grande importância a Pesca da
Albacora e do
Bonito,
sendo armados diversos barcos dedicados a esta pesca que justificou
a criação de duas unidades fabris na Vila da Calheta para a transformação
e conserva do Peixe.
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