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Calheta
Sendo uma
das mais antigas povoações de São Jorge, nascida junto ao porto,
já em 1483 devia possuir um núcleo populacional que, crescendo
não só irradiou para a Fajã Grande,
Ribeira Seca,
Relvinha, Biscoitos
e Norte Pequeno,
como justificou que em 1534 fosse desanexada do Concelho de Velas
e elevada a Vila por Carta
de D. João III. Foi atacada e saqueada por diversas vezes
mas, em 1597,
ao ser novamente atacada, conseguiram repelir os atacantes a quem
tomaram a bandeira. |

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A primitiva
igreja de Santa Catarina foi destruída por um incêndio no dia
8 de Janeiro de 1639. Reconstruída, foi destruída pelo Mandado
de Deus demorando cerca de 30 anos a sua reconstrução. Muito
danificada pelo sismo de 1980, reabriu ao culto em 1991. Em seu
Brasão de Armas,
duas folhas de inhame recordam os acontecimentos
de 1694. Arrasada pelo sismo de 1757
sem que ficasse casa onde se recolhesse o Santíssimo Sacramento,
foi atingida em 1945, a 4 de Outubro, pelo Levante do Mar.
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Prova do seu desenvolvimento cultural são as filarmónicas que
vai mantendo desde 1868, a instalação do Museu
de São Jorge, os recentes festivais musicais organizados
pela Câmara
Municipal e as actividades desenvolvidas pela Escola de
Ensino Complementar "P.e Manuel
de Azevedo da Cunha".
Em 1964
deu provas da sua nobreza ao receber, da forma como o fez, os
seus vizinhos do concelho de Velas. Teve grande desenvolvimento
económico com a construção e entrada em laboração de duas fábricas
transformadoras de Atum,
uma das quais, localizada na Fajã
Grande, voltou a laborar em 1995. A outra deverá ser convertida
em Estalagem para apoiar o seu desenvolvimento no sector do
Turismo que tem o seu calcanhar de Aquiles nas condições actuais
do seu porto e cais.
No seu porto
foram construídos navios que navegaram para Gibraltar e América
e no seu cais, construído em 1755, foi colocado em 1873 um farolim.
A existência de vários balcões bancários e comerciais são a
prova da sua actual pujança económica. Sua população fundou,
na década de 1980 uma corporação de Bombeiros
Voluntários que assim como a Santa
Casa da Misericórdia da Calheta presta grande apoio a doentes
e necessitados.
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Junto à igreja
de St.ª Catarina situa-se o Império do Divino Espírito Santo,
as instalações da Junta de Freguesia e, um pouco mais afastado,
o jardim com o palanque para a música e o busto do maestro Francisco
Lacerda.
Sobre a Calheta
existiu até 1666 uma forca que nunca foi utilizada como tal. Servia
apenas de aviso e ameaça aos piratas que se aproximassem da povoação.
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Na sua ligação
com a Ribeira Seca,
na Rua de Baixo, devemos realçar a igreja de Santo António concluída
em 1816 e um chafariz construído em 1878.
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